Artigo

Venâncio Tácio Gomes Bezerra 26/01/2010

Dos fatos históricos brasileiros,passando pelo sal romano ao reconhecimentos dos projetos de emendas constitucionais

DOS FATOS HISTÓRICOS BRASILEIROS, PASSANDO PEL O SAL ROMANO AO RECONHECIMENTO DOS PROJETOS DE EMENDAS CONSTITUÇIONAIS.


Caros colegas de farda! Estamos prestes a vermos mudanças sensíveis e consideráveis nas instituições policiais e bombeiros militares brasileiras. Algo talvez, para alguns ou grande maioria destes profissionais da segurança pública; jamais possível em uma nação de características típicas e conservadoras. Um sonho almejado por muitos, mas, batalhado por poucos. Isso obviamente, não tira, nem tirará os méritos daqueles que de uma forma ou de outra, nunca abandonam ou abandonaram o barco, mesmo em plenas condições de deriva. Alguns tinham e desejavam estes sonhos. No entanto, mantinham certo receio em torno das possíveis e comuns represálias. Atos constantes e corriqueiros no Brasil de antanho. Pobres colegas!Mas, da mesma forma grandes companheiros de guerras e batalhas. Apesar do anonimato. Pois, ajudavam clandestinamente os colegas de frente, dando na medida do possível todo o suporte necessário. Outros deram seu suor, sangue e vidas por uma causa maior. São estes sem dúvida, grandes heróis, destemidos gladiadores no campo de lutas, através do diálogo, da oratória e do corpo-a-corpo. Enfim, em um conflito de classes, em que uma (sistema) subjuga a outra, faz com nasça os grandes líderes e ressurja das cinzas uma grande tropa de seguidores, sempre prontos a segui-los e vencer todo e qualquer obstáculo que venha a surgir. Os grandes ideais, os direitos mais sublimes; como a liberdade de expressão, de poder caminhar para frente de cabeça erguida, a vida digna e, acima de tudo condigna dos cidadãos e profissionais da segurança pública de todo este imenso Brasil, tem de serem respeitados. Os desmandos ditatoriais já passaram caros colegas de farda. Lamentavelmente, por eles muitos pereceram ou mor finaram nos cárceres. Vivia-mos em um período que se dizia: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Belíssima frase. Porém, sem o menor sentido em um Estado que nunca foi de direito. Um Estado que nunca foi completo como nação. Um Estado vago, em que havia mandos e desmandos nas dependências dos chamados DOP’S (Departamentos de Ordem Política e Social). Um Estado de governadores biônicos, que ditavam as cartas no campo político e social a seus bel-prazeres. Um país, que a bem da verdade; avançou em alguns aspectos como nação. Todavia, que sempre se posicionou como colônia do império Yanke, sempre fez empréstimos de vultosas somas de dinheiro ao FMI, sempre acatou cabisbaixo a política econômica determinada pelos vizinhos ricos da América do Norte, Abriu nossa cidade Natal para servir de base para estes seguirem para a guerra no continente Sul Africano em troca de uma siderúrgica em Volta Redonda, de um golpe militar, de uma tentativa de testes nucleares na Serra do Cachimbo, dos anões do orçamento, dos mensalões, do ipecheament de um chefe de estado por trafico de influências, do chamado Neoliberalismo do Senhor FHC, que privatizou várias estatais brasileiras. Enfim, uma série de fatos históricos comprovados ou não, que nortearam o nosso país. Obviamente, que concomitante a estes episódios, diversos fatos positivos aconteceram nesta nação. As conquistas dos direitos trabalhistas no governo Vargas; como carga horária de trabalho, férias remuneradas, décimo terceiro salário, licença maternidade e etc., O fim da ditadura militar com a passagem de comando do executivo das mãos do General João Batista Figueiredo ao Senhor José Sarney, com a morte do presidente eleito pelas eleições diretas já (Tancredo de Almeida Neves), a anistia dada aos presos políticos, dentre estes um futuro presidente da república (FHC), assim como a nova constituição brasileira de 1988. Portanto, vemos que foram diversos os fatos históricos positivos e negativos. Afinal de contas, a historia é desencadeada por todo um processo elíptico ou linear, que tem seu início, meio e fim. Fim este, que poderá ser o apogeu ou a queda de uma nação. Como a nossa nação está em plena ascensão, creio que pontos cruciais e relevantes para o seu desenvolvimento e apogeu e, que não foram contemplados de forma consistente e eficaz aos longos destas décadas, que se tratam das questões de caráter social; que vai desde uma educação por excelência, Saúde reconhecidamente plena e uma segurança forte e incorruptível. Acho que devam ser reconhecidas de uma vez por todas e trabalhadas incansavelmente neste século XXI. Como nosso foco é a segurança pública, em especial as Polícias e Bombeiros Militares, não esqueça-mos de que algo inimaginável e utópico para muitos, mas perfeitamente possível para poucos está prestes a acontecer: a consolidação do reconhecimento por parte do estado e de vários segmentos da sociedade, daqueles que se entregam de corpo e alma a segurança pública brasileira, que botam a cara e mostram os olhos ao crime e as intempéries da vida de forma geral, sem medo de por em risco a própria vida no corpo a corpo do policiamento e socorro ostensivo. Este reconhecimento fez-se mais presente com o advento do alto índice da violência em todo o país. Já não se podem sair às ruas com a mesma tranqüilidade de outrora; as praias tornaram alvos dos chamados vulgarmente arrastões, uma analogia, as imensas redes de arrasto/pesca, em que os pescadores utilizam para conceber seu alimento; os transportes coletivos são pontos constantes de assaltos a mão armada; as casas de veraneio da elite são reinteiradamente arrombadas; os seqüestros, assaltos a banco, tráfico de drogas e crimes advindos deste, são corriqueiros, os desastres naturais e os descuido dos seres humanos com suas vidas e dos próximos são mais freqüentes, e encarados de forma banal. Portanto, dentro desta situação caótica, eivadas de problemas sociais, econômicos e políticos em que estes elementos de ação e reação contra o imponderável eram pouco valorizados, e que ainda o são em alguns aspectos; mostra-se um universo que está sendo radicalmente mudado e paulatinamente conduzindo-os ao panteão dos guerreiros pretorianos. Pois, Impunham este respeito nas hostes, população e sistema político romano. O salárium (o sal da terra), algo tão valoroso a época, caracterizava-os significativamente a sua importância dentro de sua atividade. Creio, que o nosso valoroso sal à título de pagamento/soldo deverá ser previamente definido junto ao Congresso Nacional (Senado e Câmara Federal). O profissional ou operador de segurança pública, tende a ser valorizado como homem, cidadão e acima de tudo como ser humano que também o é. Os projetos de emendas constitucionais números 41/2008 de autoria do senador Renan Calheiros e o 300/2009 de autoria do deputado federal Arnaldo Farias de Sá, beneficiam textualmente estas tão desprestigiadas categorias. Por isso rezo e clamo a todos os nobres colegas de farda, “QUE UNAMO-NOS EM UM SÓ CORO, EM UM SÓ CORPO, EM UMA SÓ ALMA”, com o objetivo de alcançar-mos um dos componentes da panacéia, que curará aos poucos o mal da insegurança e da falta de comprometimento para com a segurança da sociedade potiguar e brasileira. A propósito, não é mais um discurso visando patamares individuais complexos, mas o sonho de um policial militar comprometido com a sociedade e a segurança pública e o bem estar da sociedade que paga seus impostos, e dos profissionais que tentam oferecer esta segurança.
Natal, 26 de janeiro de 2010.
Venâncio Tácio Gomes Bezerra – 2º Sgt PM - 1º Diretor Secretário da ASSPMBM/RN
 

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